Rio Manso, 20ºC, Tempestades isoladas


CONHEÇA RIO MANSO

Rio Manso, Cidade linda, pacata, de grande área de preservação ambiental, com seu núcleo urbano localizado num planalto, cercado por montanhas e uma natureza esplêndida, na qual se ouve o cantar dos pássaros e se acorda com o gorjear dos sábias. Tudo indica que os primeiros habitantes foram índios, devido a várias peças de cerâmica com desenhos e traçados típicos encontradas durante as escavações para a construção da praça principal.

O distrito de “Santa Luzia de Rio Manso” foi criado segundo a lei n°50 de 08 de abril de 1836. Na segunda metade do século XIX, em 07 de janeiro de 1880, a lei de n° 2.605 elevou Santa Luzia de Rio Manso á condição de “freguesia”, passando a pertencer ao município de Bonfim. Dez anos depois, já estava com uma população estimada em 3.039 habitantes, criou-se a primeira escola pública onde todas as crianças, numa única sala, foram alfabetizadas e educadas sob o olhar atento e severo de mestras improvisadas. A agência de correios tinha uma linha postal de cinco em cinco dias, feita por mensageiros que ia á pé ou a cavalo para Piedade dos Gerais, Entre Rio de Minas... Este trajeto foi feito, por vários anos, até chegar ao último mensageiro, Raul Rodrigues Rocha, que o fez até se aposentar.

No século XX a lei n° 843 de 07 de setembro de 1923, Santa Luzia de Rio Manso teve seu nome simplificado para Rio Manso. Como o povo simples, mas muito religioso, cresceu enorme devoção a Santa Luzia e em honra foi erigida a igreja, que deu origem á atual matriz, nos meados do século XVIII. A igreja de Santa Luzia foi erigida pelos “fabriqueiros” como eram conhecidos, padre Cesário Octaviano Dias e Eduardo Romualdo de Morais entre 1863 e 1876.

A emancipação político-administrativa se deu em 1962, através da lei n° 2.674, e teve grandes empenhos de figuras locais importantes como: Luiz Borges Ferreira, Luiz Borges Parreiras, Cassiano Gonçalves Dornas, Vicente Campos de Morais e padre Geraldo Magella Gomes, entre outros. Indicado pelo governador da época, Dr. Magalhães Pinto, Paulo de Oliveira Rezende, viu-se responsável pela máquina administrativa do município. Foi o primeiro prefeito, porém interino.

Logo se deu a primeira eleição municipal e o povo elegia o Dr. Mildo Rugani como prefeito. Que aprendeu rápido a amar este pedaço de chão e desenhou, no papel, ruas e praças que aos poucos foram virando realidade a golpes de picareta. Carrinhos de mão transitavam ligeiros na pressa de ver concretizados para a cidade. Breve a água, que era carregada no lombo do burrinho “carijó” e distribuída ao povo para consumo, jorrava numa torneira que foi instalada na praça.

Rio Manso, que tem pouco mais 6000 habitantes, recebeu esse nome devido ao rio que corta a cidades no sentido sul/norte com águas mansas e tranqüilas, deixando ás suas margens vastas áreas planas, muito próprias para a cultura e pastagens.

Rio Manso tem origem mais remota vinculada á ocupação inicial de Minas, através do Vale Paraopeba.

O município de Rio Manso- foi criado em 30 de dezembro de 1962, está localizado na Região Geográfica Metalúrgica de Minas Gerais e inserido na Região Metropolitana de Belo Horizonte em 12 de novembro de 1997. Fica a 62 quilômetros de Belo Horizonte, com acesso através da BR 381. Os municípios limítrofes são: Bonfim, Brumadinho, Crucilândia, Itatiaiuçu e Itaguara.

A principal atividade econômica do município é de hortifrutigranjeiros, sendo Rio Manso um dos maiores produtores de inhame e couve-flor do estado de Minas Gerais. Na pecuária, a maior parte do rebanho é criada em semiextensivo. Esse rebanho é voltado principalmente para a produção de leite, destinado aos pontos de resfriamento das cooperativas. Na gastronomia, destacam-se a broa das almas. Feita com coalhada fermentada no milho, o frango com quiabo, o frango com ora-pro-nóbis, o artesanato de tapeçaria, o tear, o bordado, o tricô e o crochê.

Seus pontos turísticos são: Praça Fortunato Campos, Prainha de Bernadas, lajinha de Grotas, Mirante no Viamão, árvore centenária de Pequi no distrito de Souza, Cruzeiros Cachoeiras do Morro da Onça, Cachoeira do Zé velho, cachoeiras das Sete Quedas e represa da Copasa.